O escritor baiano, Jorge Amado (Itabuna, 1912 / 2001) não tem paralelo em popularidade e venda de livros entre os autores brasileiros, no estilo de romancista ficcional. Produziu 49 obras, traduzidas em mais de 55 países, criando e divulgando um retrato faceiro, colorido e estimulante do povo brasileiro, especialmente focado nas peculiaridades de sua Bahia.  Quando jornalista envolveu-se com a política, tornando-se um defensor do  comunismo, ideologia que transparece em seus primeiros romances, como Capitães da Areia. E apesar de as injustiças sociais serem temas recorrentes ao longo de sua obra, nas fases posteriores é o folclore, os hábitos das gentes de lugarejos, as crenças e tradições culturais da sua Bahia, de influências multirraciais, onde soube expressar toda a sensualidade da mulher brasileira, o traço que mais virá a prevalecer.
Suas personagens femininas dão vida e título a algumas de suas melhores obras: Gabriela Cravo e Canela, Tieta do Agreste,Tereza Batista, Dona Flor, entre outras. E a cozinha, baiana, suas artimanhas e temperos, os paladares aguçados e sensuais, não deixam de transparecer em quase todos seus romances - pelas mãos dessas mesmas  personagens, e de tantas mais, sempre mulheres, dengosas e generosas cozinheiras.


Este Menu é inspirado e extraído de citações culinárias na obra  de Jorge Amado


“Gabriela Cravo e Canela”
Publicação original da Livraria Martins Editora – 1958 - e em reedições sucessivas, a partir da 51ª edição, em 1975,  em convênio entre a Livraria Martins Editora e Distribuidora Record, Rio de Janeiro. Atualmente os direitos pertencem à editora Companhia das Letras, que vem relançando a obra completa do autor.

Neste romance não faltam menções a pratos saborosos, sempre postos “na mesa, sobre a toalha de linho bordada”. A própria heroína, a Gabriela, é contratada pelo sírio Nassif para trabalhar como cozinheira em sua casa – onde os sabores são “cantados em prosa e verso, onde rimava frigideira com abrideira, cozinheira com faceira”. O primeiro prato de Gabriela para o patrão, que virá a ser maridoé uma galinha de cabidela.

 

Entrada -  ou “Tira-gosto”
Quibe de Cordeiro Recheado com Coalhada Fresca *
( Uma vez que o Nassif  era de origem árabe e dono de bar em Ilhéus, para onde sua Gabriela também preparou alguns salgados e tira-gostos)
ou
Mil Folhas de Tapioca com Aratu
(Todos os petiscos são mencionados neste e em outros livros do autor – e qualquer  deles pode figurar como entrada  do menu )
Prato principal
“E foi assim que na pobre cozinha Gabriela fabricava riquezas: acarajés de cobre, abarás de prata, o mistério de ouro do vatapá”
Robalo com Crostata de Castanha de Cajú, acompanhado de Vatapá
( O vatapá é receita fundamental da cozinha baiana; e as chamadas “Frigideira”, preparadas em todo nordeste litorâneo, são uma versão da omelete combinadas com frutos do mar, como siri, camarão, lambreta – mariscos – etc. )
Ou
Moqueca de Camarão
“Peixe fresquinho pescado  pouco antes, o molho de leite de coco bem feito ... cujo sabor oscilava entre o sublime e o divino”
(prato freqüentemente citado em vários livros de Jorge Amado – a mais exaltada é a moqueca de arraia, peixe incomum no sul e sudeste, mas abundante no Nordeste).

Sobremesas
“A mesa farta de doces, os melhores do mundo... com sabores raros... e doce de banana de rodinha – doce de puta, que tem em tudo que é casa de rapariga”
Manjar de Côco
(São os doces feitos como compotas da imensa variedade de frutas tropicais – o de banana de rodinha é o mais comum e citado dessa forma sem rodeios, explícita )

R$ 130,00

 

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